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Tubarão registra falta de leite especial para bebês com alergia e intolerância

Tubarão registra falta de leite especial para bebês com alergia e intolerância  Foto: Diário do Sul
Braço do Norte - 08/07/2015 - 09:19h

Tubarão está com falta de leite especial para crianças com alergias, como à proteína do leite, e intolerância à lactose. Pelo menos quatro famílias no município precisam do alimento. A Secretaria de Saúde afirmou que fará uma compra emergencial, como mostrou reportagem do Jornal do Almoço desta terça-feira (7).

O problema é nacional, segundo a reportagem. Uma das empresas que fornece os leites especiais teve um caso de contaminação registrado e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou que os produtos da marca não fossem mais distribuídos. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União no dia 8 de junho.

Uma das crianças prejudicadas em Tubarão foi Isac, de cinco meses de idade. Ele estava com dois meses quando a família descobriu que ele tinha alergia à proteína do leite e intolerância à lactose. A criança precisaria se alimentar com uma fórmula de leite, sem esses componentes.

Porém, cada lata do composto custa mais de R$ 100 e dura em média três dias. Sem condições de comprar, a família buscou ajuda da prefeitura e recebeu doses mensais até o mês passado, quando a distribuição parou.

Sem ter o leite especial para alimentar o filho, a mãe dele, Drielly Gomes Pereira, tem feito um mingau de creme de arroz com água. Mas ela fica preocupada, já que a falta do alimento pode trazer outros problemas para a saúde do bebê. "Se está tomando sempre esse mingau, daqui a pouco ele pode ficar com outra doença. Pode ficar com uma anemia porque vai ficar sem os nutrientes", disse.

Compra emergencial

A secretária de Saúde de Tubarão, Tanara Cidade, explicou que foi pega de surpresa pela decisão e que está tentando formas de conseguir o leite especial o mais rápido possível. "Resta-nos a alternativa de fazer uma compra emergencial do produto e repetir o pregão de licitação. Eu acredito que sete dias mais ou menos para a gente poder começar a receber. O meu maior problema não é nem a burocracia de sair a liberação. O meu maior problema é o prazo de entrega. Porque os fonecedores, normalmente, não querem trabalhar com menos de 10 dias"

Além de não conseguirem prever o prazo da entrega dos produtos de outra empresa por causa da licitação, quem recebeu o produto que foi retirado do mercado, como a Prefeitura de Tubarão, ainda vai ter que tentar ser ressarcida do prejuízo.

"Enquanto isso, a gente está aguardando a solução jurídica do processo. Não é um leite barato e nos causa, com certeza, necessidade de ressarcimento de produto que a gente tenha em armazenamento", disse a secretária.

G1



Por: Synara Müller

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